20 de agosto de 2015

:: Jonathan Myrich Daniels, o mártir dos Direitos Humanos ::





Comemoramos hoje, 20 de agosto,  a memória que o exemplo e a vida de Jonathan Daniels nos deixou, sendo ele um jovem seminarista de 26 anos de idade, ativista dos Direitos Humanos, considerado um dos vinte mais influentes mártires contemporâneos da Igreja de Cristo.

Seminarista episcopal norte-americano, ciente do apelo dos irmãos negros no sul de seu país, que lutavam contra a segregação em suas cidades e estados, resolveu atender o chamado do Rev. Martin Luther King nas suas férias e seguir para Selma, Montgomery e Lowndes, as cidades onde ferviam os conflitos que massacravam os negros, que reivindicavam os mesmos direitos civis que só eram oferecidos aos brancos.

Em Fort Deposit, Alabama, em 14 de agosto de 1965 foi preso com diversos militantes dos Direitos Humanos por protestar contra a decisão do condado de Hayneville de permitir somente alunos brancos nas escolas públicas de ensino médio. Este dia é  tido como o início dos últimos seis dias de vida Jonathan Daniels (por isso a Igreja Episcopal americana consagra esta data em sua memória; a IEAB o faz neste 20 de agosto, dia de seu martírio), mas foi em 20 de agosto de 1965 que Jonathan Daniels, à época com 26 anos, no dia em que foi liberto da carceragem de Hayneville, foi covardemente assassinado pelas costas por um vereador branco representante de uma das famílias mais tradicionais daquela cidade, que gritava contra seus dois amigos negros por estarem caminhando na mesma calçada que brancos. 

Ao lado de seu amigo e também ativista, o padre católico Richard Morrisroe, e dois manifestantes negros, Joyce Bailey e Ruby Sales, caminhavam para comprar um refrigerante para o grupo numa lojinha a poucos metros da carceragem, mas foram pegos de surpresa ao sair. Do lado de fora, Thomas Coleman, empunhava uma espingarda calibre 12 e grosseiramente deu ordens para que saíssem da cidade, proferindo ofensas contra seus companheiros negros.

Em questão de instantes, quando percebeu que Ruby Sales, uma adolescente negra com 17 anos de idade iria ser atingida, Daniels avançou sobre ela e a empurrou para o chão, sendo alvejado e morreu na hora. O assassino ainda atirou no pe. Morrisroe que, mesmo ferido, correu com os demais, batendo nas portas das casas pedindo socorro mas não sendo acolhido por ninguém. Ele e os demais sobreviveram.


Ao saber do assassinato de Daniels, Martin Luther King Jr. afirmou que "um dos atos cristãos mais heroicos que já ouvi em todo o meu ministério foi realizado por Jonathan Daniels"

Thomas Coleman, o assassino, alegando legítima defesa, foi absolvido por um júri composto exclusivamente por cidadãos brancos.

Richmond Flowers, à época o Procurador Geral de Justiça do Estado do Alabama,  descreveu o veredicto como representando o "processo democrático indo pelo ralo da irracionalidade, do fanatismo e da aplicação equivocada da lei. Foi mais um assassinato pela Ku Klux Klan em nosso estado”.

Coleman continuou a trabalhar como funcionário público e se aposentou como engenheiro do departamento de rodovia estadual, vindo a falecer aos 86 anos em 1997, sem nunca pagar pelos crimes que cometeu.


O martírio de Jonathan Daniels chocou e ao mesmo tempo empoderou a consciência da Igreja Episcopal a assumir sua luta em favor dos direitos civis e das minorias. Em 1991, a Igreja Episcopal designou Jonathan Myrick Daniels como um mártir, e 14 de agosto como um dia de lembrança para o sacrifício de Daniels e de todos os mártires do movimento dos direitos civis. A Diocese Episcopal do Alabama declarou o 14 de agosto como Dia de Peregrinação pelos Direitos Civis, tradicionalmente fazendo o percurso com orações e cânticos até o local onde Daniels foi assassinado.  

A Abadia de Nossa Senhora de Getsêmani em Bardstown, Kentucky, da Ordem dos Freis Cistercienses, inaugurou um conjunto de esculturas em sua homenagem intitulada “O Jardim do Getsêmani” (1965-1966) pelo escultor Walker Hancock.

Prêmios nacionais de Direitos Humanos, ruas, escolas e centros de Referência em favor da luta contra a desigualdade levando seu nome foram criados. Jonathan Daniels também foi honrado na Catedral de Cantuária, pela Igreja da Inglaterra, sendo lembrado em escultura na Capela dos Santos e Mártires de Nosso Tempo, ao lado de Martin Luther King Jr, Dietrich Bonhoeffer, Oscar Romero, entre outros grandes nomes contemporâneos que morreram pela luta em prol dos Direitos Humanos.


Ruby Sales, a jovem que foi salva por Jonathan Daniels, entrou para o Seminário Episcopal (Episcopal Divinity School) e hoje trabalha como ativista dos Direitos Humanos em Washington, DC, na Missão que fundou no Centro da cidade dedicada a Daniels. É conferencista da Igreja Episcopal. Pregou neste último domingo na histórica igreja de Santo Albano, Washington DC, nas comemorações pelos 50 anos do martírio de Jonathan Daniels.

No calendário dos santos da IEAB o ativista dos Direitos Humanos e seminarista episcopal, Jonathan Daniels, é lembrado todo dia 20 de agosto, dia de seu martírio na defesa das minorias. Há exatos 50 anos, a 20/08/1965, mais uma Grande Nuvem de Testemunhas ouviu sua última e maior pregação, encarnando o Evangelho de Cristo. Estendido numa calçada, após salvar a vida da jovem Ruby Sales, que receberia o tiro de um racista tomado de fundamentalismo religioso, desses para quem supõe que Deus faz acepção de pessoas e famílias, seu corpo tombou. Ali, nascia uma nova consciência para a Igreja Episcopal: abraçar destemidamente a causa das minorias e defender custe o que custar a Justiça para todas as pessoas.


Ricardo Pinheiro
Coordenador do Movimento Episcopaz



17 de junho de 2015

:: Maria Rita Kehl: Justiça ou vingança?


"Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se equivalem. O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que devemos responder a cada vez que nos indignamos com as consequências da tradicional violência social em nosso país.

Escrevo "tradicional" sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite brasileira capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus descendentes sem causar muito escândalo.

Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria a sociedade brasileira –a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha razão.

Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos o preço, em violência social disseminada, pelas duas ditaduras –a de Vargas e a militar (1964 e 1985)– que se extinguiram sem que os crimes de lesa-humanidade praticados por agentes de Estado contra civis capturados e indefesos fossem apurados, julgados, punidos.

Por que escrevo sobre esse passado supostamente distante ao me incluir no debate sobre a redução da maioridade penal? Porque a meu ver, os argumentos em defesa do encarceramento de crianças no mesmo regime dos adultos advém dessa mesma triste "tradição" de violência social.

É muito evidente que os que conduzem a defesa da mudança na legislação estão pensando em colocar na cadeia (...) somente os "filhos dos outros".

Quem acredita que o filho de um deputado, evangélico ou não, homofóbico ou não, será julgado e encarcerado aos 16 anos por ter queimado um índio adormecido, espancado prostitutas ou fugido depois de atropelar e matar um ciclista?

Sabemos, sem mencioná-lo publicamente, que essa alteração na lei visa apenas os filhos dos "outros". Estes outros são os mesmos, há 500 anos. Os expulsos da terra e "incluídos" nas favelas. Os submetidos a trabalhos forçados."

Por Maria Rita Kehl, 63, psicanalista. Autora de "O Tempo e o Cão - A Atualidade das Depressões" (Boitempo) e de "Processos Primários" (Estação Liberdade). 

16 de junho de 2015

:: Quem são os que cultivam as pedras? ::


Nelson Mandela repetia frequentemente que ninguém nasce odiando uma pessoa por causa da cor de sua pele. As pessoas aprendem a odiar. E se aprendem a odiar podem igualmente aprender a amar. 

Uma menina que é apedrejada por causa da religião que professa é alvo de um ódio aprendido. A pedra que foi colhida num canteiro qualquer foi cultivada por alguém. Alguém encontrou uma semente de pedra, a colocou no solo, cuidou pacientemente dela, acompanhou seu crescimento e por fim a colheu entregando-a num ramalhete. 

A pedra que feriu a pequena filha de Deus não chegou às mãos violentas que a atiraram, sozinha. Alguém - qualquer sistema religioso iníquo - cultivou-a. Alguém aprendeu a odiar. Aliás as escolas de ódio são antigas e, infelizmente tão prósperas. 

É preciso estancar o plantio de pedras. Adélia Prado dizia que as vezes a poesia lhe era retirada, olhava pedra via pedra. É preciso repoetizar a vida. Ter olhos mais generosos. Trocar nossas sementes e cultivar beleza, respeito, devoção ao humano. 

Quem odeia olha pedra e vê pedra (e aí a atira na primeira diferença, na cara do primeiro diferente).


Alessandro Rocha, pastor, teólogo e escritor.

23 de maio de 2015

:: Desfazendo estigmas quando o assunto é nossa Rede



Nossa Rede é:

1) Anglicana: tem uma identidade denominacional, caminha segundo o modo anglicano de compreender e sobretudo encarnar o Evangelho e também de acordo com a Missão da Igreja no mundo.

2) Pró-diversidadeabrange a luta em prol da justiça e do respeito à dignidade de todas as pessoas. Percebamos bem: todas as pessoas. Com isto, afirmamos que não levantamos bandeiras. Se alguma bandeira há é o anúncio do Evangelho. Pessoas ou categorias de pessoas não terão preferência na Missão, pois somos todos um em Cristo. Não há privilegiados. Focar um grupo, especificamente, portanto, seria reduzir nossa Missão.

3) Pela paz: este é o sinal que nos comissiona como filhos da paz, anunciadores do reino do Príncipe da Paz, a saber, Jesus, a Palavra Encarnada de Deus, através da qual todos podem ser edificados, alimentados e admoestados na sua justiça. Sermos em prol da paz significa, ainda, que nosso Movimento não fecha com polarizações. Não somos liberais. Não somos conservadores. Somos pelo respeito a todas as pessoas e a suas verdades. Isto não significa que sejamos “neutros”, pois se anunciamos o Evangelho não podemos ser neutros. No que depender de nós, buscamos ter paz e sermos reconhecidos pela paz para com todos.

Então a Rede não é, como alguns já pensaram:

a) Movimento para afirmação de pessoas, anglicanas ou não, LGBTs;
b) Associação de Pastorais da Diversidade da IEAB;
c) Grupo que pretende reunir igrejas a favor da agenda gay.

Quer dizer, então, que minha comunidade ao aderir à Rede:

a) Envida esforços pastorais na luta contra toda forma de discriminação (tendo ou não tendo ministérios ou pastorais com essa discussão dentro da comunidade);

b) Sinaliza a pessoas em situação de vulnerabilidade social ou estigmatizadas em razão de sexo, gênero, orientação sexual, deficiência física ou psicomotora, raça, nacionalidade e origem que há comunidades anglicanas que não irão reverberar discurso de opressão nem insistir em mudança de vida quando isto for condicionado ao que tais pessoas são ou se identifiquem por si mesmas.

Portanto, para nós, dizer que Jesus transforma a vida de todas as pessoas, significa...

Que o negro continuará sendo negro após ter o ser transformado pelo agir do Espírito Santo; que a mulher continuará sendo mulher 
após ter o ser transformado pelo agir do Espírito Santo; que o cego ou surdo ou cadeirante continuará sendo cego ou surdo ou cadeirante após ter o ser transformado pelo agir do Espírito Santo; que o gay ou a lésbica continuará sendo gay ou lésbica após ter o ser transformado pelo agir do Espírito Santo. Jesus realmente transforma vidas e as torna impactadas por seu amor, apaixonadas pelo anúncio do Evangelho, misericordiosas e acolhedoras como o próprio Cristo e Senhor.

O que não se pode quando se une à Rede:

1) Contradizer ou negar a Missão de anunciar o Evangelho a toda criatura, respeitando as diferenças, reconhecendo que numa sociedade pós-moderna “diálogo” e “coexistência” são as palavras-chave na luta contra toda forma de preconceito;

2) Dizer que acolhe e dá boas vindas a todas as pessoas, mas defende abertamente que somente um modelo de família é válido, que somente uma forma de amor é possível entre as pessoas (desrespeitando a individuação no ser daqueles que fogem aos padrões impostos nos acordos da maioria) ou que Jesus ama e, consequentemente, aceita e aprova mais algumas pessoas que outras (em razão da cor da pele ou da orientação sexual).

Defender tais posicionamentos, para nós da Rede, é ir contra a Graça de Jesus; é simplesmente torná-la refém de nosso ponto de vista moral ou ideológico e de nossa forma de interpretar um texto ou um livro, desprezando que todos os atos de acolhimento aos diferentes praticados por Jesus são, na verdade, textos não escritos mas encarnados na Palavra de Deus. Ao não fazer acepção de pessoas Ele nos diz que sabe ser Deus e não precisa que ninguém ouse se sentir juiz ou propagador de “condicionantes” para seu escandaloso amor incondicional.



22 de maio de 2015

:: Uma questão com muitos rostos e muitos nomes ::


Cristianismo deveria ser um balizador entre o justo e o injusto, o solidário e o implacável egocentrismo humano. Nem sempre é assim porque interesses surgem. No meio dos interesses a decisão de ignorar que o outro também pode ser sujeito de direitos.  

Ao lutar pela igualdade parece que nem todos falamos a mesma língua. Igualdade, alguns até querem, mas naquele velho e conhecido limite:  “desde que não tenham os mesmos direitos que nós”.

Nesta sexta-feira a república da Irlanda, que não compõe o Reino Unido, foi às urnas no histórico referendo sobre a aprovação do casamento igualitário ou não (antes mesmo que houvesse qualquer lei neste sentido, no Parlamento). Trata-se de uma consulta à população. Das 4 maiores igrejas cristãs da Irlanda, 3 se posicionaram contra, entre elas a Igreja Católica Romana e a Igreja Presbiteriana. O Primaz romano da Irlanda,  Arcebispo Eamon Martin,  disse na semana passada que "não há motivos para considerar as uniões homossexuais nem remotamente análogas à família" e pediu esforços dos bispos junto aos fieis para impedir o “sim”. A Igreja da Irlanda (Comunhão Anglicana), através da Câmara dos Bispos,  reafirmou que na tradição anglicana as questões de consciência são pessoais, por isso não faria campanha nem pró nem contra.

Na contramão do silêncio, o bispo da diocese de Cork (Comunhão Anglicana), Revmº Dr. Paul  Colton, que na semana passada recebeu na sede da Prefeitura o Prêmio LGBT de Cork 2015 pelos esforços na luta contra a homofobia na cidade, disse:

“Esta é uma semana decisiva para nossos grupos de parceiros na sociedade civil em Cork. Estou feliz em poder apoiar a apoiar esses parceiros, até porque a semana também visa combater a homofobia que ainda, surpreendentemente, existe em nossa sociedade. Além disso, é importante, a partir de uma perspectiva cristã, reconhecer que muitas pessoas LGBT também são povo de fé, participando ao máximo na vida de nossas igrejas, como têm sido ao longo dos séculos; elas contribuem significativamente na nossa vida espiritual e religiosa. Em termos mais amplos, como Igreja, queremos afirmar que nossas portas estão abertas a todas as pessoas, não importam quem sejam, e onde estejam em sua jornada de fé.”



No domingo, pregando em sua Catedral, o bispo Colton voltou a afirmar: "Um dos riscos de qualquer grande debate em qualquer comunidade, sociedade ou instituição, é quando tomamos para nós a segurança relativa de uma linha de batalha para criar uma discussão sem colocar os nomes, os rostos e a própria experiência humana na questão", disse na sua pregação na Catedral de São Fin Barre, em Cork (Irlanda).



Campanha do "sim" no referendo que o governo da Irlanda promoveu nesta histórica sexta-feira: Juntos podemos fazer de 2015 o ano da igualdade e da equidade

E concluiu, no seu sermão, que é muito fácil desumanizar e estigmatizar outros filhos de Deus quando nós nos permitimos deslocar  pessoas e suas histórias do campo das ideias. Rótulos e categorias - como "desempregados", "pessoas com deficiência", " imigrantes", "gays", "mães solteiras", "sem-teto", "tradicionalistas", " liberais" - são convenientes formas de remover rostos e a própria experiência humana do que estava sendo dito.

R. P.

Movimento Episcopaz

Episcopais Anglicanos Pró Diversidade e Pela Paz


Fontes: Irish Examiner (edição de 18/05/2015), Christian Today (edição de 21/05/2015) e The Irish Times (edições de 22/04 e de 11/05/2015).

21 de abril de 2015

:: O Evangelho, a religião, as telenovelas e sua função social na desconstrução dos tabus e preconceitos




O Evangelho é Jesus. Não é nem jamais foi qualquer coisa ou conjunto de coisas ou corpo de doutrinas que, separado de Jesus, deve ser visto por todos como “o Evangelho”.

O fato é que sempre e desde antes de qualquer criação ou construção lógica, Jesus é o Evangelho. Sendo assim, Jesus é o Evangelho em todas as Suas histórias, ações, visões, ensinos, interpretações da realidade e, sobretudo, Sua entrega voluntária, como Cordeiro; e, para além disso, Sua Ressurreição!

Se alguém não enxergar a vida com o olhar de Jesus ou com a qualidade de amor que Jesus demonstrou em Sua existência no tempo e no espaço, ou seja: na Sua Encarnação, não alcançará o que seja Evangelho. Ficará preso ao discurso gerado a partir dos “pontos de vistas” construídos, ensinados e perpetuados mediante bases metodológicas filosófico-religiosas.

E é justamente aí que não apenas nascem mas crescem e se robustecem as “imagens de Jesus” criadas conforme o olhar (o ponto de vista) de quem olha recusando a ter o mesmo olhar de Jesus (que é o Evangelho): o Jesus mantenendor do “status quo” do papel subalterno e dessacralizado da mulher, apoiado pela divisão do trabalho e assegurado pela violência conforme o padrão outorgado na construção da sociedade judaica e mantido pela romana (que influenciaram o cristianismo); o Jesus que legitimava o racismo e o “apartheid”, tanto e sobretudo nos sul dos EUA quanto na África do Sul; o Jesus xenófobo em diversas sociedades da Europa oriental, das regiões do Oriente Médio e de diversos países cristianizados na África; o Jesus homofóbico do mundo ocidental contemporâneo, entre muitas outras “imagens” construídas [por nós, apenas por nós] acerca de Jesus.

Religião tanto pode significar “religar” como “re-ler” o aspecto místico visando uma conexão com o divino. Do ponto de vista sociológico, como diz Pierre Sanchis na obra Sociologia da Religião (Ed. Vozes, 2011), tanto pode ser “um sistemas de ideias [mas] um sistema de forças”. Isto é, ultrapassa um mero conjunto ideológico pra se tornar ação e influência direta nas relações sociais.

As telenovelas fazem parte do conjunto da teledramaturgia brasileira, ao lado de minisséries, seriados, teleteatros e outras atrações. A comunidade acadêmica vai dizer que a telenovela como narrativa popular acentua seu caráter nacional como veículo de valores culturais brasileiros, o que ocorre tanto para dentro da sociedade como para fora do país.

Por outro lado, é  possível posicionar a telenovela enquanto espaço social de denúncia e de informação para todas as pessoas que estão afastadas do processo de cidadania do Estado e que, portanto, desconhecem certos tópicos que a novela traz à tona. Como exemplo, citamos a novela A Próxima Vítima (1995) escrita por Silvio de Abreu. O autor abordou a questão do preconceito de brancos contra negros e vice-versa. A intenção era discutir se, na verdade, o grande preconceito no Brasil era social, mais do que racial. Em outro exemplo, citamos a novela Vale Tudo (1988), escrita por Gilberto Braga, por seu caráter precursor na abordagem do alcoolismo, reconhecido por poucos como doença, na época.  

Algo, entretanto, é capaz de unir religião e telenovela: sua função social ou, como gostam alguns, sua utilidade pública.  

A dramaturgia, em especial a telenovela, passou a fazer sucesso a partir de sua proximidade ao cotidiano e à “linguagem comum” das pessoas de todas as classes. As narrativas vão sofrendo ao longo dos anos processos de modernização e de nacionalização, o que proporciona uma identificação com a possibilidade de conhecimento e de reconhecimento dos diferentes brasis que fazem parte da nossa fonte cultural.

Sim, temos diferentes brasis porque somos diversos, múltiplos, plurais. A tentativa homogeneizante do comportamento e das relações sociais por parte dos diversos grupos religiosos dentro do cristianismo (protestante e católico) é justamente o que não encontra sentido numa visão mais ampla de sociedade, dentro da qual cabe a realidade da existência para fora das redomas do olhar religioso. Há vida lá fora, ou seja, aqui dentro da sociedade. Há vida e há muitas cores também. As telenovelas apenas retratam isso através da expressão dramatúrgica.

Justamente por não compreender isso, preferindo sua “particular visão de liberdade”, que as igrejas tornaram-se, de uma forma geral, em celeiros na contraprodução do que chamam “valores morais” ou “valores cristãos”. Tais valores são fruto das diversas apresentações das imagens construídas de Jesus.

A questão é que para se entender que Jesus é o Evangelho e o Evangelho é Jesus, e não quaisquer “valores morais” ou “valores cristãos” criados pelos grupos dominantes no tecido social religioso, tem-se que admitir que Jesus não é a imagem que dele fazemos. Sim, Jesus não é o mantenedor patriarcal da sociedade romana e judaica, portanto, para Jesus “já não há mais homem ou mulher” no sentido de importância ou desimportância nos papeis sociais. Eles se completam, por isso, por exemplo, é grave assegurar que à mulher é dado um papel inferior nas relações sociais e até mesmo dentro das igrejas. Seremos cirurgicamente precisos no que queremos dizer: o altar e a presidência das relações sociais e religiosas também pertencem às mulheres!

Se Jesus é o Evangelho e o Evangelho é Jesus tem-se que olhar a vida com o mesmo tipo e qualidade de amor que Jesus demonstrou na sua Encarnação. A Igreja, como noiva ou esposa do Cristo, precisa olhar a vida com estes mesmos elementos de amor.

Todavia, ao longo dos anos, vê-se exatamente o contrário. A igreja está cada vez mais distante do olhar e da qualidade de amor que a Encarnação de Jesus tanto nos inspira (ou deveria inspirar!).

Neste sentido, não temos dúvida que a Igreja perde quando sua função social não se entrelaça ao apelo do Evangelho (que é Jesus) para acolher todas as pessoas e respeitar não apenas suas diferenças como, em sentido maior, sua própria dignidade.

A Igreja perde quando se torna arquétipo de tudo aquilo contra o qual Jesus (o Evangelho) ensinou por meio de seus gestos e atos os mais simples (sim, cada gesto e cada atitude era pregação do Evangelho!).  

Infelizmente, de uma forma geral, a Igreja tem se tornado tão distante do Evangelho que não é de admirar que o Evangelho (que é Jesus) esteja em plena atividade realizando seus propósitos eternos, conquistando corações e libertando consciências cativas das artimanhas de domínio humano com sua forma criativa de comunicar o amor de Deus por todas as pessoas em geografias que muitos de nós, particular e arrogantemente, asseguraríamos que não passam de desertos e cenários onde o Evangelho jamais se manifestaria.

Finalizamos com um cena pinçada nesta semana de uma telenovela que, sem pretensão maior para além de sua função social no enfrentamento de questões do cotidiano, lança reflexões profundas que só se explicam enquanto inspiração do Evangelho, sendo este a Fonte de todo o Bem, de toda a Defesa da dignidade humana e de tudo o que “religue” o ser humano à sua própria verdade e ela com Aquele que a criou. A cena em si é o retrato do que a religião pode fazer (e tem feito, cada vez mais!) quando decididamente abre mão da proposta escandalosamente misericordiosa de Jesus (o Evangelho) e escolhe produzir rupturas cada vez maiores entre pessoas e pessoas, conforme seu crivo de juízo moral acerca da imagem que produziu, por si mesma, acerca de um outro Jesus. O estrago é inevitável (que o digam o número alarmante de suicídios entre adolescentes gays em famílias conservadoras, os ataques homofóbicos em escala crescente nas cidades e no campo, o surgimento de forças políticas tentando homogeneizar um único padrão de família como lei, entre outros, majoritariamente inspirados por discursos religiosos).

Telenovela: Babilônia (2015)
Resumo da cena: Diálogo entre os jovens Rafael e Laís, quando esta recebe a informação que a família de seu namorado é formada por duas mulheres, Teresa e Estela. Depois de conhecer as mães do namorado, Laís entra em pânico ao se ver diante de uma situação que sempre acreditou ser pecado. E sua única saída é fugir. “Esquece que eu existo”, grita, deixando o namorado muito magoado. 


Ela (Laís): Você tá querendo me convencer a achar natural uma coisa que é pecado... A criação que minha família me deu... Eu penso igual a eles!

Ele (Rafael): Então, muda! Muda! Enxerga o mundo que tá na sua frente. Enxerga que as pessoas são diferentes de você. E isso é bom! 

Ela: Eu tenho nojo delas! Imagina... isso é repugnante! 

Ele: Você está coberta de razão, tudo mudou. Eu não faço ideia de quem é você, pessoa mesquinha, preconceituosa... desumana! Eu sou filho de minhas duas mães e tenho muito orgulho disso!


Imagens: Globo.com


R. P.
Movimento Episcopaz
Episcopais Anglicanos Pró Diversidade e Pela Paz
21/04/2015



28 de março de 2015

:: Igreja em Selma acolhe a Igreja de Birmingham, 50 anos após afastar membros negros





Aquele domingo de Ramos em 1965 deixou uma cicatriz emocional na Igreja Episcopal de São Paulo em Selma.

Um grupo de paroquianos predominantemente negros da Igreja Episcopal de São Marcos em Birmingham seguiram para adorar na São Paulo em Selma, mas tiveram que voltar após serem chamados de "manifestantes forasteiros", ainda que fossem companheiros episcopais.

Neste domingo, as paróquias São Paulo e São Marcos vão se juntar para uma comemoração dos acontecimentos de 1965 que levaram à integração de São Paulo [à luta em prol dos direitos humanos, ao lado dos negros daquela cidade].

As duas paróquias vão compartilhar o serviço de Domingo de Ramos, às 10h30.

Membros da igreja São Paulo, a maioria dos quais são brancos, irão se juntar aos membros da igreja Episcopal de São Marcos, Birmingham, a maioria dos quais são negros, para o serviço. Os participantes irão incluir Lou Willie da São Marcos, que estava entre o grupo de paroquianos que foi convidado a se retirar da igreja de São Paulo, antes da plena integração [racial] que acabou acontecendo finalmente em 28 de marco de 1965.

A integração da São Paulo ocorreu poucos dias após a conclusão da famosa Marcha pelos direitos civis de Selma até Montgomery.

"Nosso serviço eucarístico irá revisitar as etapas onde a delegação foi impedida de culto", disse o reverendo Jack Alvey, reitor da São Paulo. "O clero e toda a liderança da igreja vamos nos ajoelhar diante das portas da paróquia. Vamos todos reconhecer e nos identificar como responsáveis pelos sistemas de injustiça e ódio em nosso mundo."

"As pessoas estão conscientes de que Deus está fazendo algo especial aqui em Selma. Queremos refazer os passos que foram visitados, há 50 anos", disse Rev. Alvey. "Estaremos entrando na adoração juntos, com o mesmo convite à adoração usado em 1965. Importante que confessemos que todos saímos partidos, que todos nós somos  pecadores. Todos nós mantemos preconceitos e pecados que nos separam uns dos outros como seres humanos. Esse mesmo quebrantamento é o que Jesus fixou na Cruz de uma vez por todas. Nós reconhecemos nossa fragilidade. E somente através de Jesus podemos viver completos. A justiça de Deus foi alcançada através de sua morte."

O serviço será transmitido ao vivo no site da Diocese Episcopal de Alabama.

No mês passado, a Igreja Episcopal de São Paulo ajudou na organização da Caminhada pela Unidade em Selma ao lado de outras igrejas.

Reportagem de Greg Garrison

Fonte: AL.com


12 de fevereiro de 2015

:: Acerca dos vendedores de pães pintados


"O fato de Jesus comer com pecadores não significa cumplicidade de Deus com o pecado, e sim a busca de Deus pelos pecadores." (John Piper).

Esta é a famosa frase bem ao estilo "denorex", isto é, parece mas não é. Diz uma "meia verdade", a qual ninguém ousará negar. Deus não tem cumplicidade com o pecado. Perfeito.

Entretanto,  o ardil está em omitir uma outra realidade eterna:

"Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que Nele nós nos tornássemos justiça de Deus" (2 Co 5,21).

Assim, o que não se quer informar é que já tendo sido justificados por meio Dele, mediante a fé (Rm 5,1), vivemos em paz com Ele e conosco mesmo, em cumplicidade e amizade com o Deus de Toda Graça, gozando os benefícios da reconciliação; reconciliação esta que não levou em conta nosso erros, equívocos, perplexidades e contradições humanas (2 Co 5,19).

Pecar é, literalmente, errar o alvo do amor. Bom que se saiba que aqui não pintaremos uma pedra e ofereceremos como pão. Pecar é verbo que conjugaremos enquanto caminharmos nesta existência revestidos de carne. No entanto, há diferença entre pecar e viver na prática do pecado. Assim, vez por outra erraremos, mas decidir ir na contramão do amor, já não mais é possível quando somos inundados por uma querência que nos muda completamente o curso de nossa história. Queremos viver para Deus, ou seja, para anunciar com a vida os valores ensinados por Jesus.

Ora, façamos um exercício de memória: tendo provado o doce amor de Deus em Cristo Jesus, quem é que em sã consciência desejará o egoísmo, a intolerância, a homofobia, a xenofobia, a malandragem de querer passar uma "meia verdade" numa embalagem de verdade com fundamento bíblico e publicar livros assim? Somente quem nunca compreendeu nem provou a profundidade do amor de Deus em si mesmo!

Dito de outra forma, só quem pastoreou por 33 anos a Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, e militou o quanto pôde para que excluídos permanecessem excluídos, dando gloria a Deus por isso, 
como John Piper, poderá entender como se vendem belos pedaços de pedra para apedrejamento dos "diferentes" como se fossem saborosos pães! John Piper, definitivamente, não é a verdade que liberta nem parece entender o que a Graça já fez na vida de quem acredita que nem vida nem anjos, nem presente ou porvir, livros teológicos e de condenação, poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus?

A propósito, de que nos serve uma pedra pintada de pão? Eu não sei. Você sabe?

Em homenagem aos perseguidos por causa da justiça, na cidade de Minneápolis, por conta de dezenas de obras e centenas e centenas de sermões que só ajudaram a estigmatizar mais ainda uma geração, seguem imagens de outra comunidade na mesma cidade que preferiu ao longo dos anos falar de vida, de salvação e de inclusão, sem fazer acepção de pessoas, como convém aos que pregam o Santo Evangelho: Catedral de São Marcos.

No carinho Daquele que é o Pão Vivo que desceu dos céus e nos saboreou com a reconciliação,

R. P.
Movimento Episcopaz
Episcopais Anglicanos Pró Diversidade & Pela Paz

12/02/2015











11 de fevereiro de 2015

:: A rainha britânica e o seu “sim” ao casamento igualitário




A rainha Elizabeth II fez história em novembro de 2013, quando ela assinou um novo protocolo  da Commonwealth na Marlborough House, no centro de Londres. A Carta da Commonwealth é o primeiro documento a ser acordado pelos 54 Estados-Membros onde se encontram  16 pontos que abrangem os valores e princípios fundamentais da democracia e do Estado de direito, a liberdade de expressão e a igualdade de gênero.

Dentro da Carta o conceito de igualdade de gênero está claramente apoiado. "Nós reconhecemos que a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são componentes essenciais do desenvolvimento humano e dos direitos humanos básicos." O documento deixou claro que a rainha britânica e governadora Suprema da Igreja da Inglaterra (Anglicana) apoia novas leis que dão aos homens e mulheres igualdade em direitos, incluindo a igualdade de acesso ao trono real.

Em entrevista ao Jonathan Ross Show, o artista britânico Stephen Fry contou que a rainha comemorou quando o casamento igualitário foi legalizado na Inglaterra e no País de Gales. E que teria confidenciado a pessoas próximas a emoção de assinar o documento.

"Bem, quem teria pensado há 62 anos, quando vim para o trono, que eu estaria assinando algo assim? Não é maravilhoso?"


Fontes: MSNBC e A Capa 

10 de fevereiro de 2015

:: Criada comissão interministerial para combater violência contra população LGBT


O governo formalizou hoje (10) a criação da Comissão Interministerial de Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). 

O grupo é composto por representantes das secretarias de Direitos Humanos (SDH), de Políticas para as Mulheres, da Secretaria-Geral da Presidência e dos ministérios da Justiça e da Saúde. A comissão foi instituída no último dia 29 e será  coordenada pelo Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República. A portaria de criação do grupo foi publicada na edição desta terça-feira (10) do Diário Oficial da União.

Com a criação da comissão interministerial, as ações dos cinco ministérios nas áreas de prevenção, enfrentamento e redução das diversas formas de violência contra a população LGBT poderão ser integradas. 

De acordo com a SDH, o grupo interministerial também vai permitir o acesso a dados sobre estatísticas e o perfil dos crimes contra a população LGBT.

Dados da Ouvidoria Nacional e do Disque Direitos Humanos (Disque 100) mostram que, entre 2011 e 2014, foram registradas mais de 7,6 mil denúncias de violência contra a população LGBT. Em 2014, os estados com maior número de registros foram São Paulo (53 denúncias), Minas Gerais (26) e Piauí (20). A discriminação foi a causa de 85% das denúncias, e a violência psicológica motivou 77% dos registros.

Fonte: Agência Brasil/ Luana Lourenço



:: Comunidades nordestinas à tua espera, visse?!


Se no teu estado ainda não há uma comunidade ligada à nossa Rede Pró Diversidade e Pela Paz, ajude-nos em oração, quem sabe você não será chamado como missionário para incomodar os sistemas intolerantes e anunciar a todos que Deus não faz acepção de pessoa alguma? 

Ele não faz de branco nem de pardo, fará de negro ou caboclo? Ele não faz de heteroafetivo, fará de LGBT? Ele não faz de pobre, fará de rico? 

Agora, se você já tem uma comunidade que anuncia o Evangelho a todas as pessoas e não tenta torná-las clones de ninguém, posto que a diversidade é uma bênção e um chamado à coexistência, não fique de fora. Aproxime-se e num se avexe! 

Seja bênção nas mãos do Deus de Amor Incondicional e ajude tua comunidade a caminhar segura com tua presença, teus dons e tua evangelização diária!

Paróquia Anglicana Bom Pastor

01) Cidade/UF: Salvador - BA

02) Párocos/Ministro encarregado: Rev. Pe. Bruno Luiz Teles de Almeida (reitor) e Rev. Josafá Batista dos Santos (coadjutor)

03) Endereço: 
Rua Travasso de Fora, 92, Largo do Papagaio, Bonfim - Salvador – BA

04) Atividades/Ofício eucarístico: 
Santa Missa aos domingos, 9h45m

05) Contato(s):
Telefones: (71)8835-4208 (Oi) | (71) 9129-4942 (Tim) | (71) 9630-8131 (Vivo) | (71) 8319-6998 (Claro)

E-mail: anglicanosnabahia@gmail.com
Site da paróquia clique aqui.
Facebook clique aqui.

Comunidade Jesus de Nazaré

01) Cidade/UF: Olinda – PE

02) Pároco/Ministro encarregado: Revdª Rose Cunha

03) Endereço: 
Rua Jose Mariano, 236/01, Jardim Atlântico - Olinda - PE

04) Atividades/Ofício eucarístico: 
Grupo de Intercessão, terças-feiras, 17h; Celebração Eucarística aos domingos, 10h

05) Contato(s):
Telefones: (81) 92044656 (Claro) | 97917803 (TIM) | 85199223 (Oi).
E-mail:  rf.cunha@hotmail.com | rf.cunha@bol.com.br 

Santíssimo Nome de Jesus

01) Cidade/UF: Ponto Missionário em Russas, CE

02) Pároco/Ministro encarregado: Rev. Pe. João Bosco

03) Endereço: Rua Cícero dos Santos, 618, Lagoa do Toco, Russas

04) Atividades/Ofício eucarístico: 
Eucaristia: Domingo, 19h; Grupo de Oração: Quartas-feiras, 19h

05) Contato(s): 
Tel: (088) 9770-2171

Comunidade Anglicana da Unidade

01) Cidade/UF: Natal - RN

02) Pároco/Ministro encarregado: Rev. Nazareno (Pároco) e Rev. Gecionny Pinto (Min. encarregado)

03) Endereço: Capela da UFRN

04) Atividades/Ofício eucarístico: 
Eucaristia: Domingo, 9h30min

05) Contato(s): estamos atualizando

Ponto Missionário da Liberdade

01) Cidade/UF: Jaboatão dos Guararapes – PE

02) Pároco/Ministro encarregado: estamos atualizando

03) Endereço: estamos atualizando

04) Atividades/Ofício eucarístico: 
Eucaristia: estamos atualizando

05) Contato(s): estamos atualizando


:: Retroceder? Jamais!


Pois sabemos em Quem temos crido e Ele é poderoso para guardar nosso tesouro-ser incontaminado das tentações de fazer o texto se passar por Palavra de Deus, a Verdade que liberta e na qual fomos vivificados pelo seu poder.

Portanto, enquanto anunciamos a Graça de Jesus somos atacados com mensagens de ódio motivadas por aqueles que coam mosquitos e engolem camelos, que não apenas querem se justificar a si mesmos na lei dos textos (como se fora possível!), mas tentam aos que vivem com ousada confiança na fé Daquele que aboliu todo o escrito de dívida que havia contra nós, de uma vez para sempre!

Não citaremos nomes nem exporemos aqueles que nos atacam por e-mails. Apenas dizemos: Xô, fundamentalistas que operam a intolerância e a segregação! Vocês não passarão... mas as meretrizes e os publicanos passarão à frente de vocês!