26 de janeiro de 2015

:: Dia histórico: Primeira bispa da Igreja da Inglaterra sagrada em York




A Reverendíssima Libby Lane tornou-se bispa diocesana de Stockport com juramentos solenes, alta cerimônia, e um sermão histórico para a diocese de York que desconstruía a visão machista de governo da Igreja por cristãos do sexo masculino.


Desde que foi construído em 637DC, o edifício já foi invadido por vikings, passou pela guerra civil, e até mesmo por um bombardeio alemão, mas nunca em milhares de bispos sagrados na Catedral de São Pedro — mais conhecida como Catedral de York  uma mulher foi feita bispa.
  

A sagração da Bispa Lane foi recebida com alegria dentro e fora da nave da Catedral de York  —  embora a cerimônia tivesse sido interrompida por um manifestante solitário que se opôs quando o arcebispo de York pediu à congregação se consentia à nomeação de Lane.




As mulheres têm sido sagradas como bispas em muitas partes da Comunhão Anglicana ao redor do mundo desde 1989, e como clérigas na Inglaterra desde 1994, mas não poucos adversários colocaram uma longa resistência à promoções maiores que o sacerdócio, o que só se tornou possível em outubro passado. Em protesto, bispos católicos romanos, que tradicionalmente participam de importantes solenidades anglicanas estavam ausentes. O serviço litúrgico marcou uma ruptura final e decisiva com a tradição de um sacerdócio e um episcopado exclusivamente masculinos.

Andrew Brown
The Guardian, 26/01/2015
Tradução e adaptação: R. P. (Movimento Episcopaz)

Imagens: BBC News UK

:: F i n a l - d o s - t e m p o s


Estamos coando mosquitinhos enquanto engolimos camelos... Interessante que Jesus ironizou aqueles que viviam perseguindo quem apenas queria viver com liberdade o seu amor por Deus. Os donos das "fôrmas" não admitiam liberdade senão a que acorrentava na sua maneira de interpretar as coisas e de lhes manter agarrados ao poder. Até hoje é assim. Senão, vejamos: tantos pecados sendo cometidos por aí (ah, sim, pecar é ERRAR o alvo do amor, isto é, realizar tudo aquilo que atenta contra a vida, a dignidade, a justiça e a verdade do próximo e, obviamente, por conseguinte, a Deus que deseja ser visto no próximo, assegura-nos São João em suas epístolas!), tais como assassinatos sem medida, miséria e má distribuição de renda, exploração sexual de crianças (às vezes, pelos próprios progenitores), sequestros, corrupção, desvios de verbas públicas, favorecimentos ilícitos, bullying e tantos tipos de violência e diminuição do próximo, e não poucos religiosos e pessoas sob forte influência do pensamento fundamentalista religioso ainda menosprezam o direito de outras pessoas pensarem diferente, a ponto de mobilizar bancadas nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas dos estados e no Congresso Nacional para impedir que outras maneiras de compreender a vida, as relações consigo e com a sociedade sejam legitimadas numa tentativa afrontosa contra a laicidade constitucional da Nação. Do ponto de vista religioso, os impedimentos tentam atingir o direito de minorias nas muitas marchas religiosas, nos discursos e nas pregações inflamadas, nas aulas de catequese forçando um único ponto de vista (a chamada "verdade absoluta"), etc. 

É costume dizer-se que à vista do amadurecimento da consciência coletiva, plural e aberta a todas as formas legítimas de se construir alguma coisa que valha a pena os conservadores e os fundamentalistas extremistas digam que vivemos todos no "final dos tempos". E tudo isso porque o "status quo" é tudo o que querem. O novo, o diferente e o livre das fôrmas assusta e os incomoda. Estão despreparados para a coexistência em razão do que creem para eles mesmos e que, segundo esperam, deveria ser a fé dos demais. 

Assim como o Direito evolui e se amplia conforme o amadurecimento das relações sociais, as ferramentas que nos levam à exegese também deveriam nos lançar para a compreensão que alguns escritos nasceram de um contexto social, político e religioso. São testemunhos significativos de como no passado algumas pessoas caminharam na fé, dentro de suas limitações históricas. Servem-nos como encorajamento. Verdade é uma só e Ele, Jesus, a Verdade para nós cristãos, não divide sua glória com ninguém!


Daí, contrariando a corrente que parece crescer em dias tão férteis do recrudescimento do fundamentalismo (basta ver quem foram os campeões de votos em outubro de 2014), consideramos a bem-vinda existência de muitos "pontinhos de luz", ambientes libertos na consciência de sua Missão para realizar o bem sem ver a quem (ou, na linguagem bíblica, sem que uma mão não saiba a respeito do que a outra fez), acolhendo e incluindo em amor todas as pessoas. Para não falar da comunidade sede do Movimento Episcopaz, na Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, nem a respeito das comunidades que integram a Rede Anglicana Pró Diversidade e Pela Paz, exemplificamos com a paróquia de Todos os Santos, no Brooklyn (NYC).

Bom que se alerte que inclusão sob a perspectiva episcopal (anglicana) não é exclusividade de grupos, mas a doce mistura de todos, das crianças aos anciãos, respeitando-lhes e respeitando seus direitos. Assim, compreendemos que ninguém cresce despreparado para a coexistência pacífica onde há amor sendo pregado/ensinado. Proclamamos que ninguém se torna machista, misógino, homofóbico, xenófobo ou lá o que seja onde a Palavra Encarnada esteja sendo ministrada tendo Jesus como a Chave Hermenêutica para se entender toda a Escritura. 


Amor é respeito, dizem os mais antigos. Não há porque duvidar da sabedoria deles. No amor, que é respeito, cabem aqui os muitos louvores a Deus porque seja no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York, no bairro do Méier, na cidade do Rio de Janeiro, ou onde houver Evangelho sendo anunciado livre das amarras da lei podemos crer no amanhã sem temer o final dos tempos! 





R. P.
25/01/2015

Imagens: All Saints Episcopal Church (Brooklyn)/facebook.

20 de janeiro de 2015

:: O Irã que não queremos em lugar algum!


Documentário sobre os transexuais no Irã (legendado)



Um relato triste de uma sociedade cujas leis sofrem fortíssima intromissão da religião oficial, a qual não apenas regulamenta mas comanda a República Islâmica do Irã depois da revolução de 1979. Desde então, os aiatolás são a autoridade política máxima, cujo poder se sobrepõe ao do presidente e do parlamento.

A partir do olhar interpretativo obtuso de uma única forma de ver a vida e todos os seus múltiplos fatos e nuances a sociedade iraniana sofre o rigor do controle religioso sobre cada passo dado, sobre cada consciência sendo gerada nas escolas desde a mais tenra idade, tudo, repita-se, sob a atenção das leis islâmicas vistas a partir do que os aiatolás compreendem e autorizam. Liberdade para pensar diferente? Esqueça. Liberdade para crer diferente? Somente em casos específicos e com prévia autorização (é o que acontece com os cristãos naquele país, uma minoria que recebe alguns direitos, mas não todos). Liberdade para ser diferente? Impossível.

A sociedade regulada pela religião é imprensada entre os muros altos do que pode e do que não pode acontecer, segundo o acordo de uma minoria radical que se alimenta de poder: a altíssima classe dos religiosos (aiatolás).

No aspecto moral, do ponto de vista da sexualidade, as famílias sentem vergonha e excluem seus filhos se acaso qualquer deles ousar expressar a verdadeira sexualidade que forma o ser.  As leis criminais tratam a homoafetividade como crime passível de chibatadas públicas ou até morte pelos métodos mais medievais (apedrejamento ou enforcamento). Empregos se perdem. Heranças são confiscadas pelo Estado. Famílias, como reflexo desse sentir coletivo, preferem simplesmente esquecer que o filho ou a filha “imoral” um dia fez parte da grei. Tudo em nome de seu Deus, segundo a visão ensinada pelos seus líderes e disseminada com a ajuda da impiedosa Patrulha Moral, o horror dos direitos humanos ocidentais.

Expulsos, restam-lhes aos tais filhos viver na clandestinidade e matar um leão por dia para ter o que comer ou sair do país. A maioria, no entanto, prefere viver vida dupla, tomando mulheres como esposas e as fazendo duas vezes infelizes. Segundo fontes do jornal britânico The Guardian, a maioria dos gays e das lésbicas prefere ser infeliz e aceitar a imposição das famílias para se casar e não lhes “envergonhar”. Eles passam a viver de muitos e perigosos casos extraconjugais, tentando eclodir o desejo brutalmente reprimido naquela sociedade por algumas horas onde possam ser de fato quem nasceram para ser. Revoltados, atingem suas esposas ou seus esposos... e todos adoecem profundamente na alma ao final.

No caso dos transexuais, em que pese a autorização do governo (e a cobertura de parte dos custos) para as cirurgias de redesignação sexual, o que há por trás não é tão somente um caso de saúde pública mas o alimento à cadeia de intolerância social, reforçando os estigmas e tentando empurrar para debaixo do tapete a realidade que não admitem, ou seja, a existência das muitas sexualidades, em especial a homoafetiva. Os transexuais femininos,  vítimas daquela sociedade construída nos chamados valores religiosos determinados por acordo de um grupo, se veem como mulheres, pois ser trans é tão inadmissível quanto ser visto como gay. Perdem-se direitos. Perde-se a família e todo o referencial de sua própria identidade. E tudo o que mais temem é serem levados à pena capital.

Uma sociedade que não respeita a dignidade de seus próprios cidadãos nem as diferenças existentes entre cada ser humano está longe de ser uma nação onde o povo seja seu maior compromisso, onde direitos fundamentais sejam assegurados, porquanto intrínsecos e visceralmente ligados ao indivíduo. Triste, mas lugares assim, controlados pelo fundamentalismo da religião, como o Irã, se tornam tudo aquilo que não desejaríamos aos piores inimigos.

O vídeo em destaque nesta postagem é um documentário sério sobre a vida dos cidadãos iranianos transexuais que desejam a cirurgia de redesignação sexual no Irã, muitos deles, infelizmente, pagando um alto preço para não viverem nas prisões de alma e naquelas que estão em toda a sociedade corrompida pela moral perversa, tirana e homofóbica que lhes cercam.

Ora, o documentário também nos serve como alerta para que atentemos que o estado laico é a mais democrática forma de impedir que seres malignos assassinem consciências e que pessoas sejam dizimadas no rigor da lei, forçando cidadãos a se anularem enquanto indivíduos para não serem tipificados como transgressores.

Infelizmente, na contramão de tudo isso, parlamentares brasileiros eleitos por organizações religiosas fundamentalistas, a maioria delas igrejas, se articulam para que o que nós não queremos nem nossa Carta Magna autoriza, seja revisto ou reinterpretado, a fim de que a maldade que lhes habita impeça a aprovação de leis que extirpem de nossa sociedade o preconceito e todas as formas de intolerância (perpetradas quase sempre e paradoxalmente a partir das igrejas e, por consequência, da formação familiar ) ou, ainda, aprovem leis para "cura gay", derrubem resoluções dos conselhos federais de psicologia e serviço social que proíbem tratar a homoafetividade como castigo, doença ou distúrbio, entre muitas outras ações em curso neste momento e outras que certamente virão com a posse dos novos parlamentares religiosos fundamentalistas eleitos em 2014.

Oremos e não desanimemos, pois nada nem ninguém pode impedir que a verdade e o amor sejam destronados! Ai daqueles que perverterem a justiça, tratando-a como refém de sua visão apequenada e vil!




14 de janeiro de 2015

:: Incomodados, pra quê?


Uma estranha controvérsia surge com a publicação feita por uma importante colunista da ‘high society’, Hildegard Angel, sobre o controle das praias cariocas, evitando-se o aglomerado de pobres, perdão, pessoas que a superlotam nos finais de semana. Diante das comparações sofridas, à luz do que escreveu, a jornalista chegou a tirar o artigo do site. 

Não foi bem interpretada (Hã? Como assim?). 

"Isso é embaraçoso, não? Parece que não encontramos o que você está procurando. Talvez a busca, ou um dos links abaixo, possa ajudar". Esta é a mensagem que aparece na página da jornalista Hildegard Angel, na tarde desta terça-feira, no lugar de texto publicado nesta segunda-feira, onde ela sugeria, em dois tópicos, que a redução da violência no verão carioca não merecia ações "titubiantes" do poder público. As medidas propostas, no entanto, geraram uma repercussão negativa e provocaram uma chuva de críticas à jornalista, que chegou a ser acusada de simpatizar com ideologias nazistas.

Interessante que a controvérsia sobre a presença dos pobres e das periferias "assumindo" seus direitos em todos os locais públicos da cidade nos chamou a atenção para outra discussão: nas igrejas cristãs, por que incomoda a presença de pessoas homoafetivas "assumindo" seus direitos como qualquer outra ou buscando ter os mesmos direitos nas dinâmicas paroquiais, diocesanas e até provinciais já conferidos a qualquer outra?

“Ah, mas somos todos iguais!”, dirão. Em alguns lugares, sim, é fato. 

Mas, e no tocante aos lugares onde nem todos sejam tratados ou desejados como iguais? Por que é tão difícil compreender que "Deus não faz acepção de pessoa?"

Por que nos revolta tanto a possibilidade de, por exemplo, um casal homoafetivo aparecer num jantar de casais ou receber aquela linda oração de ação de graças diante do altar e de todos no ofício eucarístico após saber que eles ou elas estão "grávidos" ou que a adoção já lhes foi conferida judicialmente? Por que a mesma congregação que se emocionaria (ou talvez nem expressaria qualquer reação, de tão acostumada) com os mesmos fatos acontecendo a um casal heteroafetivo, reagiria diferente em outros casos com seus irmãos? O diferente incomoda! Mas por quê?

O que nos falta compreender e acolher na fé que dizemos ter?

Não vale repetir o chavão “nós amamos a todos, mas não compactuamos com o pecado” porque o bom senso e a lógica dos fatos — “não há um justo sequer” — nos obrigará a perguntar: como não compactuar com o pecado se você também está dentro?

Como será que nosso olhar de juízo interpreta quando está claro que Deus, a quem servimos, assegura que não faz acepção de pessoa alguma?

No fundo, todos compreendemos Hildegard Angel e não poucos ricos quando não querem dividir nem coexistir ao lado de pobres, gente feia, deselegante e farofeira. No fundo, todos sabemos, uma igreja plural, diversa e inclusiva dá o trabalho de ser cristão. É mais razoável — alguns dirão “senso comum” — criar igreja para iguais, onde o diferente seja apenas aquela minoria discretamente invisível e calada pelo discurso advindo dos majoritariamente iguais. Isto tanto vale para as chamadas “igrejas não inclusivas” como para as auto-proclamadas “inclusivas” cuja essência é a mesma: igreja para apenas iguais.

Talvez Hildegard "só" quisesse falar dos assaltantes quando sugeriu as medidas para impedir o fluxo de pobres, digo, pessoas nas praias cariocas. Será? A desculpa é a violência que eles, os pobres, causam? Ricos não são violentos? Eles não exploram e desviam milhões dos cofres públicos (que certamente faltarão para uma enormidade de benefícios a toda a população)? Não se está aqui defendendo quem arranca cordões, relógios e celulares nas areias das praias. Não se trata disso, mas qual a justificativa plausível para toda forma de violência empregada? O preto, pobre e feio que arranca cordões de ouro é mais perigoso que o rico, culto e sofisticado que usa laranjas para desviar milhões?

Nós não queremos ser Hildegard Angel nas suas infelizes colocações elitistas. Incomodados, pra quê? Já incomodamos os sistemas vis, intolerantes e opressores deste mundo que jaz no maligno sendo quem somos, isto é, cristãos!

Nós queremos "apenas" ser discípulos de Jesus de Nazaré, aquele acerca de quem o profeta Isaías diz que "não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos" (Is 53,2); queremos enxergar a vida pela ótica do Marginal Galileu que era pobre, andava, comia e se vestia como pobre, no meio dos pobres, mas era — como é! — o Rei do Universo, a Palavra de Deus Encarnada, pois pelo Seu Poder tudo o que existe lhe diz "glória!", não carregava este grilo na expressão da fé simples que encarnava em gestos, olhares, abraços, beijos e sorrisos. Não nos esqueçamos que ele comia e bebia como um glutão, diziam seus críticos... Jesus farofeiro!

Este mesmo Pobre Marginal Ungido (por isso, Cristo) não se incomodou em dividir sua praia num dia quente qualquer do Oriente Médio com quem quer que fosse... "Vinde após mim", era o que dizia... para escândalo das/dos Hildegard Angels de sua época!

Tudo isto é para você pensar sobre a igreja que realmente queremos (e que certamente incomodará a muitos e muitas Hildegard Angels).

Com o carinho do Cristo Excluído, seus conservos.

Movimento Episcopaz
Anglicanos Pró-diversidade & Pela Paz
14/01/2015


:: Ainda à espera da 20ª, da 21ª, da 22ª...



Nossa proposta com a Rede é criar e alicerçar um grupo fraterno de comunidades que DE FATO se engajem no MESMO propósito de anunciar a Jesus, o Deus Revelado que não faz acepção de pessoa alguma, pois Ele nos amou sendo nós pecadores e por sua Graça nos reconciliou e nos tornou justificados diante Dele (sem que ninguém precisasse trocar de cor da pele, sexualidade, etnia, nacionalidade, classe social, religião, etc). Por isso dizemos que o alto preço ATÉ HOJE é escândalo e loucura para os que se perdem (nas suas próprias razões, desconfianças e incredulidade!).

O que se ganha com isso?

Não há barganhas a fazer com Ele nem com sua Missão!

Ou se é discípulo do Cristo dos Pobres, Excluídos e Marginalizados ou não. Simples. 

A Rede, na verdade, quer ajudar QUEM ESTÁ DE FORA, pois semanalmente recebemos e-mails de pessoas de todas as partes procurando ambientes verdadeiramente de inclusão, pessoas cansadas de ambientes de exclusividade ou preferências. Igreja com cara e sabor de Igreja!

Na província episcopal dos Estados Unidos, por exemplo, o Integrity criou o selo P3 (Proud Parish Partners), que é conferido apenas às comunidades parceiras pela Missão da diversidade. E já são centenas delas!

Entre nós, muita gente ainda carrega dúvida se a identificação com a Missão de Cristo em prol dos excluídos e marginalizados não assustaria. Peraí. Assustar a quem? Que cristãos estamos nos tornando se não incomodarmos os sistemas opressores e intolerantes do mundo? 

Não queremos uma Rede de comunidades de "Pedros no pátio de Caifás", mas de "Pedros após voltar da visão do lençol em Jope" quando a Voz o repreendeu por três vezes: "não consideres imundo o que Deus purificou!". Purificados e reconciliados por Seu sangue, temos paz com Deus!

Numa Rede com 19 comunidades episcopais anglicanas, algumas centenárias, estamos aguardando a 20ª, a 21ª, a 22ª, a 23ª... a unir-se em prol da Missão com uma identificação clara: AQUI NÃO FAZEMOS ACEPÇÃO DE PESSOAS.

Pense nisso... mas saiba de antemão: não há barganhas a fazer.

:: Nós somos liberdade...


Nós somos liberdade de expressão!

Nós somos liberdade de culto religioso!

Nós somos liberdade para ser quem se é!

Nós somos liberdade para viver dignamente!

Nós somos liberdade para coexistir com todos!

Nós somos liberdade para respeitar a Mãe Natureza!

Nós somos o grito, muitas vezes silenciado, pela liberdade das gentes das ruas, dos lixões, das periferias, das palafitas, dos morros e das comunidades, das aldeias e dos quilombolas, dos guetos e dos palácios habitados por gente com alma! 

Nós somos pela paz, pois anunciamos Cristo Jesus, o Príncipe da Paz! 

Nós somos porque Deus tem sido em nós!

Epifania: não desistamos de revelar o Deus da Paz através de nós!