21 de março de 2014

:: Há espaço para todos ::..



:: Só os egocêntricos (e os ignorantes) dizem o contrário ::

Manchete do jornal O Globo anuncia: “50 anos depois, conservadores tentamreeditar ‘Marcha da Família com Deus Pela Liberdade’”. Os conservadores têm direito de se expressar. Aliás, todos nós temos este direito. É constitucional.

Qualquer pessoa com razoável bom senso, no entanto, saberá compreender (e aceitar!) que uma coisa é manifestar um pensamento, uma ideologia; outra, bem diferente, é tentar impor o que se pensa como verdade para todos, inferiorizando quem ousar pensar ou ser diferente. Pior ainda, tentar calar quem é diferente. Infelizmente, não apenas a bancada evangélica como a católica, quando lhes convêm, se unem para impedir que haja quem pense, creia e viva diferente (deles). Eles travam as pautas, se articulam em acordos pela presidência e relatoria de comissões e subcomissões ligadas a família, com o único intuito: bloquear qualquer dispositivo que permita uma interpretação mais ampla acerca do que é família, casamento, adoção, etc. Só pode valer o que eles (das bancadas religiosas) determinam ser bom e legítimo para todos --, pensam.

Ocorre que entre o preto e o branco há muitas tonalidades de cinza. Há diversidade delas. Assim existe na Natureza e na complexidade do universo dos seres humanos. Ignorância pura e simples é pensar que só se pode ser milionário ou miserável; cristão ou ateu; comunista ou capitalista; canhoto ou destro; gigante ou anão; triste ou feliz.

E, através da disseminação da inverdade (ou seria maldade mesmo?), apregoam: ou o núcleo familiar é homem + mulher ou então descambou para a promiscuidade. Sem meio termo. Só existe meio termo quando o assunto é explicar por que eles (os religiosos cristãos conservadores ou ultraconservadores) não seguem toda a lei bíblica veterotestamentária, pinçando (por desonestidade exegética) apenas o que lhes convier na maior cara de pau...

Mas a vida -- e o Senhor da Vida -- demonstra que para toda a ignorância existe a possibilidade de ampliar os horizontes e enxergar com bom olhar sobre a vida e as pessoas (dá uma pausa e confere lá em Mateus 6, 22-23) que existem núcleos familiares decentes e saudáveis formados por homem solteiro, viúvo ou divorciado + filho; mulher solteira, viúva ou divorciada + filho; avós + netos sob sua guarda ou tutela; tios + sobrinhos sua guarda ou tutela; homem + homem; homem + homem + filho(s); mulher + mulher; mulher + mulher + filho(s); etc, tudo sob o amparo das leis civis. Ninguém deve nada (em termos de moral, dignidade ou verdade) a ninguém!  

Aprendamos com Jesus, que quebrou tabus morais e religiosos, mostrando que há vida para além do “guetos dos judeus” (afinal, elogiou fé, comeu, se alegrou e até pernoitou na casa de pecadores e pagãos), que um homem pode ter diálogos emocionantes com uma mulher, o que era ilícito (salvo se fosse da família dela ou tivesse intenções de desposá-la); que já não mais há para Deus “escravo ou livre, homem ou mulher”...

Diversidade é, indubitavelmente, uma grande ideia de Deus.

Ignorância tem cura: o amor de Deus.

 
Ricardo Pinheiro
Movimento Episcopaz
Anglicanos pró-diversidade & pela paz
No 21/03, dia internacional da Síndrome de Down




 





















:: Estamos precisando de sua colaboração ::..




O Movimento Episcopaz, a nossa Pastoral de Direitos Humanos, está precisando de colaboradores. A gente está pedindo ajuda a fim de continuar proclamando que todas as pessoas são amadas por Deus e que o discurso de intolerância não apenas segrega e inferioriza mas também inflama ataques e mortes.

Justamente para impedir tudo isso, desconstruindo ideologias, algumas delas presentes dentro das religiões (que deveriam amar e, mesmo crendo diferente, respeitar e acolher), é que nos levantamos. De início, apenas algumas pessoas na cidade do Rio de Janeiro, sede de nossa Pastoral junto à Paróquia da Santíssima Trindade; todavia, hoje, muitas outras têm se achegado e dado as mãos às nossas… dividindo as cargas uns dos outros, o caminhar tem sido mais solidário e mais animador ante tantos desafios, adversidades e intolerâncias que nós mesmos sofremos de grupos conservadores contrários à inclusão e à diversidade.

Com a sua contribuição, poderemos cobrir despesas diversas com nossos eventos regulares, bem como começar a economizar para registrarmos oficialmente como associação sem fins lucrativos não apenas o Movimento Episcopaz mas também as demais pastorais da Paróquia da Santíssima Trindade (como a Pastoral Encarnação, que trabalha com pessoas em situação de rua).

Ajude-nos a manter nossas despesas com as ações em curso. Ajude-nos a desconstruir ideologias de desamor, intolerância, machismo, homofobia e tantas outras que agridem a Mensagem do Evangelho. Contamos com você.

São 2 caminhos para quem desejar nos ajudar:

1 – Para doar qualquer valor: clique no Vakinha

2 – Para doar R$12,00; R$22,00 ou R$52,00: deposite por meio de nossa conta no banco Itaú, agência nº 0406, conta-poupança nº 05015-3/500


19 de março de 2014

:: ”Virou gay, é? Já pra rua!” ::..




Do consultório do dentista a TV mostrava um programa de entrevistas com plateia.  Chamava-se “Casos de Família”. No bloco de abertura, um caso que parece ser rotineiro e que revela a triste realidade do cotidiano. Um jovem, desses do início da adolescência, com apenas um buço no rosto, contava seu drama existencial diante das câmeras e da platéia. Não tinha com quem ficar... seus pais não o aceitavam. A rua era o que lhe apontavam seus pais, isto é, aqueles que, por obrigação moral e até legal (já que menores devem ser assistidos por seus pais até, pelo menos, completar a maioridade), deveriam zelar pela sua integridade física, moral, emocional, intelectual... ali não se via Deus (ou alguém ainda duvida que Deus é visto onde há amor?)...

 - “Você expulsaria seu filho de casa ao saber que ele é gay?”, perguntou a entrevistadora.

- “Sim, expulsaria”, foi a firme resposta da mulher.

- “Não tô acreditando no que ouvi. Você tá falando sério?”, provocou a entrevistadora.

- “Sim”, insistiu a mulher.

Ao lado dela encontrava-se o adolescente, alto e esguio mas com feições de pré-adolescente. Não mais que quatorze ou quinze anos. Caíque é seu nome. Tinha sido expulso de casa pela mãe após convida-la para uma conversa onde confessou àquela que mais confiava ser de uma orientação sexual e afetiva diferente da maioria dos meninos. Tentou se abrigar na casa do pai, que já vivia com outra mulher. Agora, é a madrasta quem não o quer lá pois pode “ser uma péssima influência” para seu filho de seis anos de idade. Esta madrasta foi quem respondeu ao diálogo acima. Ela  é o retrato da sociedade que, por preconceito fruto da ignorância, associa a homoafetividade à promiscuidade e, pior ainda, à pedofilia. Em suma, como muitos ultraconservadores gostam de afirmar: os homoafetivos são um perigo às famílias... são uns marginais!

Boa palavra deu a psicóloga a tudo presente trazendo dados estarrecedores do alto índice de suicídio e de uso de drogas por adolescentes justamente por não encontrarem amor, apoio e acolhimento entre as pessoas que mais deveriam amá-los. “Tenha força, Caíque, pois é importante que você aprenda a se fortalecer com tudo isso para enfrentar corajosamente os preconceitos e as injustiças do mundo.”


A psicóloga foi, naquele instante, a presença do testemunho de Jesus, mesmo nada falando a respeito de Jesus. Foi sinal claro de vida e luz no meio de tanta treva-desamor. De fato, o alto índice de suicídio de jovens LGBTs é alarmante. Nos EUA uma organização civil surgiu em 1998 com o propósito de enfrentamento deste grave problema social. O Trevor Project conta com apoio de muitas organizações civis, artistas e anônimos. Milhares de testemunhos de gente salva da morte com uma palavra de acolhimento e esperança. No Brasil, o psiquiatra José Manoel Bertolote escreveu uma obra fruto de anos de pesquisa sobre o assunto: “O suicídio e sua prevenção” (Ed. Unesp, 144 págs.). Segundo ele, nos últimos 25 anos a taxa de suicídio entre os adolescentes cresceu 30%. Artigo do psiquiatra Neury Bortega, da UNICAMP, também revela esta preocupação. Para ele, é importante falarmos sobre o assunto porque estamos indo na contramão da curva ascendente nos países europeus que resolveram enfrentar a questão por meio de campanhas. “A sociedade está cada vez menos solidária, não tem uma rede de apoio”, afirma o Dr. Neury.


Fiquei pensando no papel das famílias, mas sobretudo da Família da Fé, a Igreja. Qual tem sido nossa resposta diante das injustiças, fruto da ganância; das intolerâncias, da homofobia e de todos os preconceitos, fruto da ignorância e do desamor? Até quando ficaremos silenciosos e esconderemos por debaixo do tapete os dons e os talentos que do Senhor recebemos a fim de proclamar libertação aos cativos e vitimados pela homofobia e por toda forma de intolerância (sexual, religiosa, étnica, etc), e anunciar o Ano Aceitável do Amor Incondicional (que não pede ou exige condição alguma, por mais moral que possa parecer ou por mais ou menos melanina que a pele possa apresentar)?

Há muito trabalho pela frente, caríssimos. Há muitas potestades a serem destronadas dentro da mentalidade e do fundamentalismo (gerador de inúmeras intolerâncias). Que o Senhor nos ajude e que seu Espírito esteja conosco.

Neste dia em que a Igreja católica (latina, oriental e anglicana) celebra a memória de São José, esposo de Maria, pai de Jesus na Sagrada Família, elevamos nossos corações a fim de que, pela intercessão de Jesus, da Virgem Mãe, dos Apóstolos, Mártires, de São José e todos os santos, os muitos Caiques espalhados por este país encontrem em Deus “refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação”. Amém.


Ricardo Pinheiro
Coordenador da Pastoral de Direitos Humanos
Movimento Episcopaz – Anglicanos pró-diversidade & pela paz
No dia de São José, patrono das famílias, 19/03/2014




E NÃO SE ESQUEÇA:



Há uma programação especial para você que está pelo Rio de Janeiro neste final de semana. No sábado, 22/3, das 13h às 18h, grafitaremos o muro da Paróquia na rua Lucídio Lago, 172, Méier (em frente ao Batalhão da PMERJ) com frases e arte de empoderamento das mulheres e contra o machismo. No domingo, 23/3, às 11h teremos Santa Missa onde todos os que se consideram (ou foram considerados) excluídos e “postos à margem” saberão que Deus não faz acepção de pessoas e procura gente que O adore em espírito e na verdade do próprio ser. Entrada pela rua Carolina Méier, 61, no Méier. Logo após, almoço comunitário e uma programação incrível com partilha e testemunhos (das 14h às 17h30). Não fique de fora.

Paróquia da Santíssima Trindade (DARJ/IEAB).

Anglicanos, católicos e inclusivos.
 

17 de março de 2014

:: Jornada da Paz ::..


Por iniciativa da Pastoral de Direitos Humanos - Movimento Episcopaz - realizamos a Jornada da Paz  durante os dias 25 e 26 de janeiro de 2014, na Paróquia da Santíssima Trindade, na cidade do Rio de Janeiro. Oportunamente teremos outras edições!

14 de março de 2014

Encontrão do Episcopaz em março ::..




1 – Quando e onde vai ser?

No sábado, 22 de março, a partir das 13h (encerramento previsto para às 18h), com entrada pela rua Lucídio Lago, 172, no Méier. Ponto de referência: em frente ao 3º Batalhão da PMERJ.

No domingo, 23 de março, a partir das 11h (Santa Missa) e após o almoço comunitário, por volta das 14h15min. Entrada tanto pela rua Carolina Méier, 61, quanto pela rua Lucídio Lago, 172, ambas no Méier, na Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade.

2 – Qual será o tema do encontrão?

A cada vez que se reúne o Movimento Episcopaz cria um tema para debate, discussão, partilha e aprofundamento da fé. Em 2013 alguns temas bem polêmicos fizeram parte de nossos encontros. Em 2014 não será diferente. Dessa vez o tema é:

“Vamos pichar o machismo Olhares sobre o empoderamento do feminismo e o enfrentamento à violência contra as mulheres”. 


3 – O que vai ter de diferente?

Muita coisa, a começar pela participação direta de um novo ministério de nossa Paróquia que é a “Transcendência”, a Pastoral de Artes; além da inédita e mais que bem-vinda participação delas, as guerreiras e artistas da Nami – Rede Feminista de Arte Urbana


4 – Qual a programação do sábado, 22/03?

Workshop e Grafitagem do muro da paróquia (imagem abaixo, entrada pela rua Lucídio Lago) com a participação da Nami - Rede Feminista de Arte Urbana. TODAS AS PESSOAS estão convidadas a participar.  Cobriremos os muros da Paróquia à Rua Lucídio Lago, 172, com mensagens de empoderamento feminino e enfrentamento à violência doméstica.


Assessoras no workshop de grafitagem:
Panmela Castro
Sandra Pragana, a Oli
Alexandra Fonseca, a Mel
Ana Paula Alves, a APAS

Facilitadoras da Santíssima Trindade/Episcopaz/Transcendência:
Gisèle Pimentel
Nina Boe

Link Santíssima Trindade - Nami:
Fernanda Alves, a Fefe


5 – É verdade que haverá espaço para as crianças durante o workshop de grafitagem?

Sim, é verdade. As crianças que forem com suas mamães receberão atenção com oficina de artes voltada para elas. 


6 – Qual a programação do domingo, 23/03?


Santa Missa, 11h

Pregadora:
Revdª Diácona Lílian Lira (DAR/IEAB), sobre a temática "Jesus e a mulher samaritana" 

Programação musical:
Coral Betel

Bênção do mural e comissionamento das pessoas presentes como agentes proféticos(as) e missionários(as) da igualdade de gênero.

Almoço Comunitário, 13h (R$8,00 revertidos para as obras de reforma da paróquia)

Formação da Mesa Redonda, 14h15

Assessoras na mesa redonda:
Revdª Diácona Lílian Lira
Fabiana Karine 
Panmela Castro
Sandra Pragana, a Oli

Moderador dos debates:
Ricardo Pinheiro (Episcopaz)

Exibição do curta "Acorda, Raimundo, acorda!", 14h30

Informações preliminares para os participantes e apresentação (Moderação), 14h45

Troca de ideias sobre o empoderamento do feminismo e o enfrentamento à violência contra as mulheres, 14h55

Café, avisos e despedida, 17h

7 – Como chegar na Paróquia da Santíssima Trindade?

De trem: Da estação Central do Brasil até a estação do Méier são, em média, vinte minutos. Você saltará junto ao Hospital Municipal Salgado Filho e caminhará menos de cinco minutos até a rua Lucídio Lago, 172 (em frente ao Batalhão da PMERJ) ou, pela entrada principal (aberta aos domingos), na rua Carolina Méier, 61.

De ônibus: Do Centro, da Zona Oeste e da Zona Sul para o Méier há várias linhas de ônibus. Destacamos as linhas 247, 249 e 455 (pra quem vem pelo Centro – Av. Rio Branco, Central do Brasil, Praça da Bandeira, Uerj e Maracanã. Lembramos que a linha 455 vem de Copacabana e que as linhas 247, 249 e 455 deixarão na rua Dias da Cruz, onde se deverá saltar assim que avistar a estação de trem do Méier), 475 e 476 (pra quem vem por São Cristóvão, Benfica, Maria da Graça, Rocha e Sampaio), 696 (pra quem vem da Ilha do Governador)... Há também linhas de ônibus para o Méier junto ao Norte Shopping e ao Shopping Nova América (pra quem vem de integração Metrô-Rio), linhas pra quem vem de Duque de Caxias, Nilópolis e Jacarepaguá.

NOTAS IMPORTANTES:

I - Se soubermos de mais linhas iremos atualizar e acrescentar, diariamente, até a véspera do evento; II - Quem tiver alguma dúvida ou desejar ajudar com mais informações, por favor, entre em contato pelo e-mail: episcopaz@trindademeier.org

8 – Existe estacionamento para quem for, por exemplo, de carro ao evento?

Há vagas ao longo da rua Carolina Méier, altura do nº 61 (numa das entradas da Paróquia) e algumas poucas ao longo da rua Lucídio Lago, altura do nº 172 (onde ocorrerá o workshop de grafitagem). Obs.: O espaço dentro da paróquia usado como estacionamento estará fechado para facilitação dos trabalhos de workshop. Restarão apenas as vagas ao longo das ruas no entorno da Paróquia.

9 – O evento será gratuito ou tem alguma taxa de inscrição a ser cobrada?

Será inteiramente gratuito. Nada do evento será cobrado. No domingo, para quem desejar participar desde a celebração da Santa Missa, às 11h, teremos um almoço comunitário ao preço popular de R$8,00 (com direito a 1 copo de refrigerante), o qual será totalmente revertido para as obras de reforma da paróquia.


10 – Como o tema do evento será sobre o empoderamento do feminismo e a questão da violência contra as mulheres isto significa que será voltado somente para as mulheres?

Obviamente que não. Todas as pessoas, de todos os gêneros, podem e devem participar. A temática é atual e tem a ver com o papel cidadão que precisamos pôr em prática no enfrentamento a todas as formas de intolerância, que gera não apenas o machismo, mas também a violência. Isto é dever de todo cidadão. Por isso, todos temos a aprender com o tema a ser proposto.

11 – Pra quem está com dúvidas qual seria o melhor dia para participar, qual seria uma boa sugestão?

Oferecemos 3 opções, na verdade:



1ª) Você escolhe participar do workshop de grafitagem no sábado, 22/3. Se não puder chegar às 13h, chegue às 14h. Importante que esteja conosco durante toda a tarde empoderando os muros da paróquia na rua Lucídio Lago, 172 (em frente ao Batalhão da PMERJ do Méier).

2ª) Você escolhe participar das programações dominicais, 23/3, que iniciarão com a celebração da Santa Missa, às 11h (teremos uma programação musical com o Coral Betel e a pregação com a Revdª Lílian, lá de Recife, uma feminista anglicana). Logo em seguida, ofereceremos almoço comunitário no Salão Paroquial ao custo de R$8,00 (inteiramente para a reforma da paróquia). Em seguida, daremos início à apresentação das convidadas para nossa Mesa de Partilha para, a partir daí, assistirmos a um curta e partirmos para uma tarde de muita conversa, relatos e informação com convidadas de peso.

3ª) Você escolhe participar da programação completa, tanto na tarde de sábado, 22/3, quanto na manhã de domingo, 23/3, ficando para um excelente almoço a preço comunitário e uma tarde super agradável com gente que só tem nos acrescentar. O detalhe de tudo isso: se você for mamãe, poderá levar suas crianças contigo nos dois dias!

12 – A título de informação (e curiosidade), quem serão as convidadas para a Mesa de Partilha no evento de domingo, 23/3, a partir das 14h15m?

Vamos te ajudar com um “release” composto por imagens e um resuminho da bio de cada uma logo abaixo. Pra ampliar e facilitar a leitura, clique nas imagens.





3 de março de 2014

Comunhão Anglicana ::..





+ uma paróquia anglicana, católica e inclusiva ::


Contrariando o que pensa muita gente, não é apenas em paróquias americanas e canadenses que se encontram ambientes anglicanos voltados para uma tradição católica e inclusiva. Na Igreja da Inglaterra, o berço do Anglicanismo, se veem exemplos históricos e centenários comprometidos com a radical inclusão.
 
A paróquia anglicana de St. Laurence Cowley, na grande Londres, Inglaterra, é um dos exemplos que
compartilhamos por ser uma comunidade muito antiga, pequena, com tradição anglo-católica e que cuidou nos mínimos detalhes para que a paróquia se tornasse efetivamente “inclusiva”. Até mesmo rampas foram criadas para cadeirantes ter acesso a todos os ambientes da paróquia, inclusive o cemitério dos paroquianos (tradição nas paróquias anglicanas e episcopais mais antigas). O conjunto patrimonial da St. Laurence Cowley Anglican Church inclui o St. Laurence Cowley Primary School.

Padre Steve Hardwicke, o reitor da paróquia, implementou projetos que a incluíram no projeto “Changing Attitude” – que trabalha pela total inclusão da comunidade LGBT na Comunhão Anglicana – como uma das 100 paróquias britânicas que mais se empenham nesta causa. Mesmo não tendo sido aprovado o matrimônio igualitário naquela Província da Comunhão Anglicana, a St. Laurence Cowley Church se orgulha pelas bênçãos concedidas aos casais anglicanos homoafetivos. Em razão de um conjunto de ações em prol da diversidade e da inclusão de idosos e deficientes, ilustramos esta matéria homenageando aquela comunidade. 



Missa da Meia-Noite, dezembro (2011)






Imagens: Arquivo da St. Laurence Cowley (flickr)

Equipe @Episcopaz

2 de março de 2014

Aconteceu neste fim de semana no Sul ::..





IMAGEM: Episcopaz (cartaz não oficial do Enclero 2014)

 

 Clero meditando e avaliando novos modelos de família


A Diocese Sul Ocidental da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, liderada por seu bispo diocesano e primaz do Brasil, Dom Francisco de Assis da Silva, reuniu-se neste último fim de semana em Bagé, RS, jurisdição daquela Diocese, para meditar sobre algumas transformações sociais e jurídicas com os novos modelos de família homoafetivas e o impacto na vida da Igreja.

Parabéns ao clero diocesano da Diocese Sul Ocidental pelo destemor em servir a Cristo e ousar pensar acerca de temas tão complexos quanto relevantes e que só apontam o dever de continuar amando, jamais condenando.


"Teologia é discurso sobre Deus e sobre a experiência de Deus com seu povo; ela não é palavra de Deus!" Paulo Ueti assessorando o ENCLERO, em Bagé. 
(IMAGEM: Facebook)


Assessoria do Dr. José Carlos Teixeira Giorgis sobre evolução do Direito e Jurisprudência sobre modelos familiares e reconhecimento de uniões homoafetivas.  (IMAGEM: Facebook)


Psicóloga Lenise Collares Nogueira assessorando o ENCLERO sobre o tema Sexualidades sob o ângulo da Psicologia. (IMAGEM: Facebook)
 


Enquanto muitas comunidades cristãs sequer ousam pensar a respeito, preferindo a crítica e a condenação, vemos com bom olhar nossa Igreja caminhando sem esquecer de dialogar com os tempos, seus costumes e suas mudanças sociais.

Como nossa Pastoral costuma proclamar: inclusão de fato só acontece quando todos encontram seu lugar!

Soli Deo Gloria

Igrejas de Portas Vermelhas ::..



Quando uma paróquia propaga os valores do reino e resolve dar boas vindas a todos e a todas, de verdade






Ao pintar as portas frontais de vermelho brilhante os integrantes do Movimento das Igrejas de Portas Vermelhas segue a antiga tradição que portas vermelhas nos primórdios da Igreja significava um lugar de segurança e refúgio. Por exemplo, um soldado não poderia perseguir um inimigo que tinha entrado pela porta vermelha de uma igreja. Em diversas dioceses, paroquianos se unem em frente às portas vermelhas e não deixam que o Serviço de Imigração entre para flagrar imigrantes em estado de vulnerabilidade.



Portas vermelhas significam que por trás delas o solo é sagrado e a igreja é uma igreja-santuário, que protege as pessoas do mal físico e espiritual. Desde os anos 60, nos EUA, diversas igrejas episcopais (anglicanas) e luteranas proclamam com suas portas vermelhas que suas igrejas são um refúgio para a cura emocional e espiritual, sendo também um lugar de refúgio e segurança, perdão e reconciliação. Em outras palavras, portas vermelhas convidam a todos e todas para se aproximarem de um espaço preenchido com o Espírito Santo e os valores solidários e inclusivos do reino de Deus.

Imagem: portas duplas frontais em vermelho brilhante da paróquia episcopal de São Lucas (em Saranac Lake, Nova York), que se orgulha de seu histórico inclusivo e de causas solidárias a imigrantes, etc. 


Como proclamado na homilia do 7º domingo após a Epifania (em 23/02), pelo padre Luiz Coelho:



“Nós temos que ser santos... aplicando o amor a todas as pessoas. Este lugar tem que ser santo, por isso ‘santuário’. Ser igreja-santuário é ser ambiente onde se pode encontrar amor e compaixão (...). Nos anos 60, nos EUA, esse movimento [de ser igreja-santuário] demarcava que ali os valores do reino prevaleciam [sobre qualquer injustiça, intolerância, etc].”
 
A Paróquia da Santíssima Trindade, no bairro carioca do Méier, através de sua visão ministerial e atuação paroquial, que inclui as ações do Movimento EpiscopazPastoral de Direitos Humanos, tem buscado adorar a Deus no serviço ao seu povo e a toda comunidade dentro de um amplo universo de oportunidades que podem ser resumidas em seis condições mínimas que nos tornam realmente inclusivos.

Desse modo, buscamos através da solidariedade, do serviço, do compromisso com as causas e do pastoreio de todos aqueles e aquelas que se aproximam, entre os quais, destacamos aqueles e aquelas ligados a grupos de vulnerabilidade:

1) Minorias étnicas
2) Portadores de deficiência
3) Homoafetivos e demais sexualidades ligadas às minorias LGBT
4) Pessoas oriundas de áreas de vulnerabilidade social
5) Mulheres
6) Crianças, adolescentes e idosos


Portanto, reconhecemos os muitos desafios enquanto paróquia local diante do Chamado a servir todas as pessoas, abraçando sobretudo aqueles e aquelas que são vitimados pelo preconceito, pela intolerância, pelo abuso e pela violência, seja física, emocional ou até mesmo social. Ao abraçar damos as boas vindas, certos que a união e o empenho de todos facilitará o ambiente que desejamos ser: uma igreja-santuário.


Ao entrar por nossas portas, você saberá que não será convidado(a) a ser um(a) anônimo(a), nem você nem a sua causa por um mundo mais justo e pacífico. Não receamos em nos comprometer com a causa do oprimido e do marginalizado pelos sistemas vis do mundo; muito pelo contrário. Servindo a Deus dessa maneira dizemos a você: entre e seja de fato bem-vindo e bem-vinda.

Vem pra Trindade!



Rua Carolina Méier, 61, Méier, Rio de Janeiro
Santa Missa aos domingos, 11h
E-mail: contato@trindademeier.org

  

1 de março de 2014

Vamos pichar o machismo! ::..





No sábado, 22/03, a partir das 13h, em parceria com a Nami - Rede Feminista de Arte Urbana, a pastoral Episcopaz - Anglicanos pró-Diversidade e pela Paz e a pastoral de artes Transcendência estarão unidas para cobrir nossos muros à Rua Lucídio Lago, 172, com mensagens de empoderamento feminino e enfrentamento à violência doméstica.

No domingo, 23/03, começaremos com nossa celebração às 11 da manhã, que contará com o sermão da Revdª Diácona Lílian Lira e música pelo Coral Betel. Vamos fazer um ato penitencial pelas vítimas de violência doméstica e nos comprometer a sermos agentes transformadores dessa situação.

Às 14h30, seguiremos com mesa redonda, revendo os caminhos que levam ao machismo, que desconsidera a importância do feminino na construção igualitária do mundo; mas também buscaremos identificar e refletir os porquês do aumento da violência doméstica e como se pode e deve enfrentá-la.


“Vamos pichar o machismo ─ Olhares sobre o empoderamento do feminismo e o enfrentamento à violência contra as mulheres”. 


Este será o tema de nosso encontro, que se realizará na Paróquia da Santíssima Trindade, no Méier (RJ), nos dias 22 e 23 de março.

Programação:


Sábado, 22 de março

Horário: a partir das 13h

Atividade: Workshop e Grafitagem do muro da paróquia (imagem abaixo, entrada pela rua Lucídio Lago) com a participação da Nami - Rede Feminista de Arte Urbana. TODAS AS PESSOAS estão convidadas a participar




Assessoras no workshop de grafitagem:
Panmela Castro
Sandra Pragana, a Oli
Alexandra Fonseca, a Mel
Ana Paula Alves, a APAS

Facilitadoras da Santíssima Trindade/Episcopaz/Transcendência:
Gisèle Pimentel
Nina Boe

Link Santíssima Trindade - Nami:
Fernanda Alves, a Fefe



Domingo, 23 de março

Santa Missa, 11h

Pregadora: Revdª Diácona Lílian Lira (DAR/IEAB), sobre a temática "Jesus e a mulher samaritana" 
Programação musical: Coral Betel
Bênção do mural e comissionamento das pessoas presentes como agentes proféticos(as) e missionários(as) da igualdade de gênero.

Almoço Comunitário, 13h (R$8,00 revertidos para as obras de reforma da paróquia)

Formação da Mesa Redonda, 14h15

Assessoras na mesa redonda:
Revdª Diácona Lílian Lira
Fabiana Karine 
Panmela Castro
Sandra Pragana, a Oli

Moderador dos debates:
Ricardo Pinheiro (Episcopaz)

Exibição do curta "Acorda, Raimundo, acorda!", 14h30

Informações preliminares para os participantes e apresentação (Moderação), 14h45

Troca de ideias sobre o empoderamento do feminismo e o enfrentamento à violência contra as mulheres, 14h55

Café, avisos e despedida, 17h



Biografia das participantes convidadas:

Rede Nami:

Panmela Castro

32 anos, grafiteira ativista, Panmela Castro é idealizadora e presidenta da Nami. Em 2012 foi eleita pela revista Newsweek, ao lado da Presidenta Dilma Roussef e outras personalidades como Michelle Bachelet, Hillary Clinton e Cristina Kirchner, como uma das 150 mulheres que estão agindo por uma mudança positiva para o mundo. É graduada em pintura pela UFRJ e mestre em Artes pela UERJ.

Sandra Pragana, a Oli


Vice-presidenta da Rede Nami, 60 anos, professora de biologia e quí­mica, casada e mãe. Através do graffiti viu a possibilidade de trabalhar com crianças e jovens numa relação de sociabilização e inserção social, mostrando os seus direitos numa sociedade ainda machista.



Alexandra Fonseca, a Mel

Mel é diretora da Rede Nami e também uma das artistas que trabalham para combater à
violência doméstica.  Começou a grafitar para não perder uma oportunidade de dar aulas de desenho, cuja especialidade seria o grafitti. Foi aí que conheceu Panmela Castro. Por causa de seu esforço e talento, Panmela acreditou no trabalho de Mel e desde então, a artista tem expandido seu portfólio, pintando muros a convite de instituições diversas.


Ana Paula Alves, a APAS

38 anos, mãe, professora e artista plástica. Começou a usar o spray apenas em detalhes nas artes, mas se sentiu mais motivada a grafitar quando conheceu a Rede Nami. Fez o curso de graffiti e formação feminista oferecido pela Rede no Cedim e começou a pintar nas grafitagens coletivas. É associada efetiva e monitora nas oficinas do projeto Graffiti Pelo Fim da Violência Doméstica.

 
Diocese Anglicana do Recife/IEAB:


Revdª Lilian Lira (na imagem, ao lado de Maria da Penha, cadeirante).

Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Anglicano (SAET), de Recife/PE (2001); Integralização em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST), de São Leopoldo/RS (2007) e Mestrado em Teologia, na área: Religião e Educação, pela mesma instituição, com dissertação intitulada: O Centro Ecumênico de Cultura Negra (CECUNE) e suas Ações Educativas.  Atualmente, está concluindo o Doutorado em Teologia, tambem pela EST, com tese intitulada: "Elementos teopedagógicos afrocentrados para a superação da violência de gênero contra as mulheres negras." Na IEAB, atua nas áreas supracitadas, sobretudo junto à União Nacional de Mulheres Episcopais Anglicanas e junto ao Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento.


Movimento Negro e LGBT:

Fabiana Karine
36 anos, é feminista e militante contra o racismo e a lesbofobia; participou das caminhadas contra a intolerância religiosa e pela visibilidade lésbica na cidade do Rio de Janeiro; atuou no Disque-denuncia contra LGBTs na Superintendência dos Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Direitos Humanos; fez parte da equipe de fundação do Movimento LGBT Trabalhista, dentro do Partido Democrático Trabalhista –PDT; recebeu no ano de 2011, ao lado de várias mulheres negras de destaque na sociedade carioca e fluminense, moção pelo dia da Muher Negra Latino-americana e Caribenha pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.